
domingo, 25 de outubro de 2009
Vozeirão matador 21:00

domingo, 4 de outubro de 2009
Corujão - ou peixão? - de domingo 12:39
O americano Adam Young é mais um fruto da geração Myspace. O garoto, que começou a fazer música devido a constantes noites de insônia, apostou no site e logo foi conquistando milhões (!) de fãs em com seu perfil, que bombou. O nome do seu projeto principal (ele lidera outros grupos pouco conhecidos) é Owl City e o som é resultado de uma mistura de new wave e synth pop, bem parecido com o The Postal Service, projeto paralelo de Ben Gibbard, vocalista do Death Cab for Cutie. Owl City tem um EP e músicas avulsas lançadas desde 2007 e seu último disco, “Ocean Eyes” (lançado em julho deste ano), é o primeiro por
uma gravadora – só para constar, chegou a ser o segundo disco mais vendido por uma semana no Itunes e já saiu na 27º posição da Billboard. As músicas se intercalam entre baladas mais sossegadas e hits pop grudentos que destacam o vocal etéreo e quase pueril de Adam. Aliás, no Myspace (que infelizmente não permite que você ouça todas as músicas), Young mostra que é mesmo um cara fofo. Dá uma olhada na sua auto-descrição:Hello, my name is Adam.I prefer daydreams over reality.Music is my muse.I write and record in my basement.I have trouble sleeping.These songs are all I have to show for my sleepless nights.I hope you enjoy them as much as I enjoyed creating them.It means the world to know someone is out there listening.You have no idea how much I appreciate you.Thank you.
Para casar esse, hein?
quinta-feira, 17 de setembro de 2009
And the hyper is... 11:20
Quase final do ano e eis que finalmente surge o primeiro grande hype de 2009: The xx, banda inglesa da qual você com certeza já ouviu falar em algum blog ou site de música por aí. O quarteto, que existe desde 2005, começou a chamar atenção somente agora, com o lançamento do primeiro disco homônimo, ovacionado em publicações como a NME e o The Observer. O hype está na surpresa de ver um grupo britânico se afastar um pouco da mesmice do indie-pop-rock saído da terra da rainha nos últimos anos. Como você sabe, o diferente é hype e "se renova" de tempos em tempos. O xx apostou nisso. Estão longe de ser a salvação da música ou o próximo Jesus and Marry Chain (com quem assumem certa proximidade), mas souberam trabalhar bem música pop, sintetizadores, melodia minimalista e vocais suaves e sussurrados. Nada de bateria pós-punk oitentista estourada ou pegada indie modernete!
Há quem os compare com o Kills ou mesmo com os farofentos do Ting Tings – tudo porque o xx também tem um casal no vocal. Mas a semelhança para por aí. A pose dos moleques (sim, eles ainda estão na faixa dos 20) é bem menos rocker, fica mais pra um certo intimismo blasé. Instigante, no mínimo. Nos instrumentos, o quarteto se alterna no comando de bateria eletrônica, sintetizador, baixo e guitarra. O resultado sonoro fica cheio de nuances e detalhes, capaz de trazer variação de momentos de suavidade e tensão, passando por atmosferas bem distintas (do sombrio ao austero, do mais heavy ao minimal). Os highlights do disco são as faixas “VCR” e “Shelter”, que tem uma letra forte e sensual. A de pegada mais pop, “Crystalized”, já bombou por aí e traz os dois vocalistas num entrosamento ímpar. Agora é só se deliciar. E amar o hype.