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domingo, 25 de outubro de 2009

Vozeirão matador

Linda, jovem, britânica e com um vozeirão de dar arrepios... Esse texto não parece familiar? Pois é. Mais uma menina-mulher fez barulho este ano com singles que bombaram e chamaram a atenção dos indies de plantão. Não, eu não estou falando da La roux (que está longe de ter um vozeirão) ou da Little Boots (farofa hype desnecessária), mas sim da ruiva Florence Welch, que musicalmente atende por Florence and The
Machine.
As comparações com Duffy, Kate Nash e até a própria Amy foram meio inevitáveis, mas eu juro que enxergo certo potencial na garota. Apesar de ter sido uma das apostas para este ano e de ter liberado várias de suas faixas desde 2008, seu disco de estreia, Lungs, tem coerência e revela
uma certa postura adulta em relação ao estilo da cantora, que fica difícil de definir. É pop, mas ao mesmo tempo tem momentos épicos e oníricos que flertam bastante com o blues e o soul. A produção do disco (assinada por nomes que incluem uma das metades do Simian Mobile Disco), impecável, deixa Florence mostrar toda a força de sua voz sem tornar-se cansativa,
fato que leva fácil o ouvinte até a última faixa. E pede fácil, fácil, um repeat.
Nas apresentações ao vivo, a ruiva também parece não decepcionar. Nos vídeos do Youtube dá pra ver que seus 22 anos, ao contrário do que se pensa, revelam bastante maturidade.

Pode ser somente mais um hype passageiro. Mas vale a pena curtir o vozeirão da gata enquanto a novidade é quente!

O clipe do single "Drmming Song": http://www.youtube.com/watch?v=TpLXQorSQe8
O disco: tem facinho no Soulseek

domingo, 4 de outubro de 2009

Corujão - ou peixão? - de domingo

O americano Adam Young é mais um fruto da geração Myspace. O garoto, que começou a fazer música devido a constantes noites de insônia, apostou no site e logo foi conquistando milhões (!) de fãs em com seu perfil, que bombou. O nome do seu projeto principal (ele lidera outros grupos pouco conhecidos) é Owl City e o som é resultado de uma mistura de new wave e synth pop, bem parecido com o The Postal Service, projeto paralelo de Ben Gibbard, vocalista do Death Cab for Cutie. Owl City tem um EP e músicas avulsas lançadas desde 2007 e seu último disco, “Ocean Eyes” (lançado em julho deste ano), é o primeiro por uma gravadora – só para constar, chegou a ser o segundo disco mais vendido por uma semana no Itunes e já saiu na 27º posição da Billboard. As músicas se intercalam entre baladas mais sossegadas e hits pop grudentos que destacam o vocal etéreo e quase pueril de Adam. Aliás, no Myspace (que infelizmente não permite que você ouça todas as músicas), Young mostra que é mesmo um cara fofo. Dá uma olhada na sua auto-descrição:

Hello, my name is Adam.I prefer daydreams over reality.Music is my muse.I write and record in my basement.I have trouble sleeping.These songs are all I have to show for my sleepless nights.I hope you enjoy them as much as I enjoyed creating them.It means the world to know someone is out there listening.You have no idea how much I appreciate you.Thank you.

Para casar esse, hein?


O clipe do single "Fireflies": http://www.youtube.com/watch?v=aI4JLa0hbUw
O disco: tem fácil no Soulseek

quinta-feira, 17 de setembro de 2009

And the hyper is...

Quase final do ano e eis que finalmente surge o primeiro grande hype de 2009: The xx, banda inglesa da qual você com certeza já ouviu falar em algum blog ou site de música por aí. O quarteto, que existe desde 2005, começou a chamar atenção somente agora, com o lançamento do primeiro disco homônimo, ovacionado em publicações como a NME e o The Observer.

O hype está na surpresa de ver um grupo britânico se afastar um pouco da mesmice do indie-pop-rock saído da terra da rainha nos últimos anos. Como você sabe, o diferente é hype e "se renova" de tempos em tempos. O xx apostou nisso. Estão longe de ser a salvação da música ou o próximo Jesus and Marry Chain (com quem assumem certa proximidade), mas souberam trabalhar bem música pop, sintetizadores, melodia minimalista e vocais suaves e sussurrados. Nada de bateria pós-punk oitentista estourada ou pegada indie modernete!

Há quem os compare com o Kills ou mesmo com os farofentos do Ting Tings – tudo porque o xx também tem um casal no vocal. Mas a semelhança para por aí. A pose dos moleques (sim, eles ainda estão na faixa dos 20) é bem menos rocker, fica mais pra um certo intimismo blasé. Instigante, no mínimo. Nos instrumentos, o quarteto se alterna no comando de bateria eletrônica, sintetizador, baixo e guitarra. O resultado sonoro fica cheio de nuances e detalhes, capaz de trazer variação de momentos de suavidade e tensão, passando por atmosferas bem distintas (do sombrio ao austero, do mais heavy ao minimal). Os highlights do disco são as faixas “VCR” e “Shelter”, que tem uma letra forte e sensual. A de pegada mais pop, “Crystalized”, já bombou por aí e traz os dois vocalistas num entrosamento ímpar. Agora é só se deliciar. E amar o hype.

http://www.myspace.com/thexx